quarta-feira, 31 de outubro de 2007
QUAL É O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS ORGANIZAÇÕES?
Vamos começar "relembrando" o significado da palavra psicólogo (dicionário do Houaiss): - "especialista em psicologia; indivíduo formado em psicologia e que a aplica no seu trabalho – Psicologia: - ciência que trata dos estados e processos mentais; estudo do comportamento humano ou animal; - capacidade inata ou aprendida para lidar com outras pessoas levando em conta suas características psicológicas...."
Para complementar o raciocínio, vai conceituar organização (Dicionário do Houaiss): - "entidade que serve à realização de ações de interesse social, político, administrativo, etc.; - instituição, órgão, organismo, sociedade; - grupo de pessoas que se unem para um objetivo, interesse ou trabalho comum: ...
Como a maioria das organizações é EMPRESAS, vou utilizar o conceito do consultor Marco Aurélio Vianna que para mim é o que melhor expressa a minha concepção pessoal ;‘EMPRESA- "É integração de seres humanos que se juntam num empreendimento para agregar valor ao universo e à humanidade, com o objetivo de encantar os clientes desenvolver colaboradores e parceiros, atuar positivamente na comunidade e,evidentemente , remunerar seus acionistas com elevadas taxas de rentabilidade sobre o patrimônio" .
A importância de entendermos bem os 3 conceitos, é porque estamos saindo de uma era onde se acreditava que esses 3 conceitos não poderiam estar correlacionados, pois o psicólogo tradicionalmente, nos cursos, foi preparado para "trabalhar com os indivíduos ou pequenos grupos em consultórios, clinicas e hospitais psiquiátricos." – O psicólogo era visto como aquele que vai cuidar das pessoas e não vai ver o lado dos negócios, vai cuidar das emoções e esquecer os resultados... numa era onde os afetos foram destituídos das relações de trabalho, e conseqüentemente das organizações.
Há aproximadamente 20 anos, os psicólogos que já atuavam em empresas eram vistos como se fossem os "prostitutos da psicologia", como se só pudessem estar nesta área porque eram melhor remunerados, o mercado era mais promissor, enfim, por interesses meramente financeiros. Na época, as recentes teorias de administração levavam à valorização da contratação das pessoas certas para os lugares certos, abrindo então o primeiro espaço para os psicólogos dentro das organizações. Ainda existem pessoas, mesmo profissionais da área, que ainda acreditam que o espaço do psicólogo nas empresas continua sendo o de selecionador de pessoas, ou no máximo, aquela pessoas que ouve os problemas do funcionário, já que os chefes não têm tempo e não sabem como lidar com certas situações...
No entanto, os tempos já mudaram e o terceiro milênio aponta para muitas perspectivas de atuação, pois todos os gurus da gestão de empresas, reconhecem que a gestão de pessoas é o principal desafio para o sucesso das organizações, e para gerir gente, é preciso ter em suas equipes, pessoas preparadas para lidar com os aspectos emocionais e mentais do SER HUMANO - os psicólogos.
Como promover integração, se não entendermos o que isto significa e como as pessoas funcionam, para poderem se integrar ?
Como desenvolver pessoas se não entendermos como funciona o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões: física, mental, emocional, social, psicossexual, espiritual?
Como gerar retorno de investimento, bons resultados, se não tivermos pessoas trabalhando felizes e que encontrem na sua atividade profissional a fonte de sua auto-realização ?
Como gerar resultados sem motivação ? Como motivar sem satisfazer as necessidades humanas? Enfim, ...
Todos estes questionamentos nos levam a crer, que ter "um profissional de psicologia" hoje nas organizações, é imprescindível. Mas para isto é preciso que ele perceba, que mesmo utilizando o referencial teórico que ele aprendeu no curso de psicologia, ele precisará conhecer também como funcionam as organizações, os negócios, a empresa. É preciso perceber que, para trabalhar a relação do homem com seu próprio trabalho, com as pessoas, com a empresa, ele precisará adequar suas ferramentas...
São muitos os papéis que devemos assumir, mas penso que todos podem ser resumidos em um: FACILITADOR.
O facilitador:
Da gestão das mudanças, pelas quais a organização tem e terá sempre de passar,
do relacionamento interpessoal, buscando mediar os conflitos e levar as pessoas a perceberem que podem encontrar soluções condensadas de ganha-ganha.
Do desenvolvimento pessoal e profissional, identificando, estimulando, direcionando, criando possibilidades para que as pessoas percebam, em que aspectos podem melhorar...
Da integração, ajudando e preparando as lideranças para saberem lidar com as PESSOAS, pois cada líder, deve ser um GESTOR DE RECURSOS HUMANOS, pois ele tem de estar próximo de sua equipe, formando times, desenvolvendo as pessoas, potencializando os talentos.
Da satisfação pessoal, procurando através de pesquisas de clima e intervenções compatíveis, contribuir para que a organização seja um ambiente propicio a satisfação das necessidades individuais, procurando colocar as pessoas em atividades que correspondam ao seu perfil e às suas expectativas,
Do ajustamento/integração do indivíduo a cultura organizacional
Temos, sem dúvida, muitas oportunidades de atuação, muitas atividades por desenvolver, no sentido de facilitar o desenvolvimento pleno das potencialidades do SERES HUMANOS, que fazem parte de uma organização. É preciso colocar todo nosso conhecimento, habilidades, e atitudes de "cientistas do comportamento humano" a serviço das pessoas, contribuindo desta forma para empresas mais humanas, onde o lucro seja uma conseqüência natural do trabalho bem feito, porque é feito por pessoas felizes !
Consultora - DENIZE ATAYDE DUTRA, CONSULTORA DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO
terça-feira, 30 de outubro de 2007
FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
ORIGEM DO SÍMBOLO

ORIGEM DO SÍMBOLO
"AS FLECHAS CENTRAIS INDICAM PARA UM PONTO COMUM OS OBJETIVOS DA PROFISSÃO; AS LATERAIS, AS METAS A SEREM ATINGIDAS."
O Símbolo escolhido para identificar a profissão do Administrador tem a seguinte explicação justificada pelos seus autores:
"O quadro como ponto de partida:uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco. Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo de tensão.Uma justificativa para a profissão, que possui também certos limites em seus objetivos: organizar, dispor para funcionar, reunir, centralizar, orientar, direcionar, coordenar, arbitrar, relatar, planejar, dirigir, encaminhar os diferentes aspectos de uma questão para o objetivo comum. O quadrado é regularidade, possui sentido estático quando apoiado em seu lado,e sentido dinâmico quando apoiado em seu vértice(a posição escolhida). As flechas indicam um caminho, uma meta, a partir de uma premissa, de um princípio de ação(o centro). As flechas centrais se dirigem para um objetivo comum, baseado na regularidade (...) as laterais, as metas a serem atingidas"
• DIA DO ADMINISTRADOR
9 de Setembro é comemorado o "Dia Nacional do Administrador", por ser a data de assinatura da Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador.
• JURAMENTO DO ADMINISTRADOR
"PROMETO DIGNIFICAR MINHA PROFISSÃO, CONSCIENTE DE MINHAS RESPONSABILIDADES LEGAIS, OBSERVAR O CÓDIGO DE ÉTICA, OBJETIVANDO O APERFEIÇOAMENTO DA CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO, O DESENVOLVIMENTO DAS INSTITUIÇÕES E A GRANDEZA DO HOMEM E DA PÁTRIA".
Teorias Administrativas, suas ênfases e seus principais enfoques
Teorias administrativas Administração científica
Principais enfoques - Racionalização do trabalho no nível operacional
Ênfase Estrutura
Teorias administrativas Teoria clássica Teoria neoclássica
Principais enfoques - Organização Formal;Princípios gerais da Administração;Funções do Administrador
Teorias administrativas Teoria da burocracia
Principais enfoques - Organização Formal Burocrática;Racionalidade Organizacional;
Teorias administrativas Teoria estruturalista
Principais enfoques - Múltipla abordagem: Organização formal e informal; Análise intra-organizacional e análise interorganizacional;
Ênfase Pessoas
Teorias administrativas Teoria das relações humanas
Principais enfoques - Organização informal;Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo;
Teorias administrativas Teoria comportamental
Principais enfoques - Estilos de Administração;Teoria das decisões;Integração dos objetivos organizacionais e individuais;
Teorias administrativas Teoria do desenvolvimento organizacional
Principais enfoques - Mudança organizacional planejada;Abordagem de sistema aberto;
Ênfase Ambiente
Teorias administrativas Teoria estruturalistaTeoria neo-estruturalista
Principais enfoques - Análise intra-organizacional e análise ambiental;Abordagem de sistema aberto;
Teorias administrativas Teoria da contingência
Principais enfoques - Análise ambiental (imperativo ambiental);Abordagem de sistema aberto;
Ênfase Tecnologia
Teorias administrativas Teoria dos sistemas
Principais enfoques - Administração da tecnologia (imperativo tecnológico);
As principais Teorias Administrativas e seus principais enfoques
A teoria geral da administração começou com a ênfase nas tarefas, com a administração científica de Taylor. A seguir, a preocupação básica passou para a ênfase na estrutura com a teoria clássica de Fayol e com a teoria burocrática de Max Weber, seguindo-se mais tarde a teoria estruturalista. A reação humanística surgiu com a ênfase nas pessoas, por meio da teoria comportamental e pela teoria do desenvolvimento organizacional. A ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas, sendo completada pela teoria da contingência. Esta, posteriormente, desenvolveu a ênfase na tecnologia. Cada uma dessas cinco variáveis - tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia - provocou a seu tempo uma diferente teoria administrativa, marcando um gradativo passo no desenvolvimento da TGA. Cada teoria administrativa procurou privilegiar ou enfatizar uma dessas cinco variáveis, omitindo ou relegando a um plano secundário todas as demais.
ADMINISTRAÇÃO
Lacombe (2003, p.4) diz que a essência do trabalho do administrador é obter resultados por meio das pessoas que ele coordena.
A partir desse raciocínio de Lacombe, temos o papel do "Gestor Administrativo" que com sua capacidade de gestão com as pessoas, consegue obter os resultados esperados.
Drucker (1998, p. 2) diz que administrar é manter as organizações coesas, fazendo-as funcionar.
As principais funções administrativas são:
Fixar objetivos (planejar)
Analisar: conhecer os problemas.
Solucionar problemas
Organizar e alocar recursos (recursos financeiros e tecnológicos e as pessoas).
Comunicar, dirigir e motivar as pessoas (liderar)
Negociar
Tomar as decisões.
Mensurar e avaliar (controlar).
Fayol foi o primeiro a definir as funções básicas do Administrador: Planejar, Organizar, Controlar, Coordenar e Comandar - POCCC. Destas funções a que sofreu maior evolução foi o "comandar" que hoje chamamos de Liderança.
Profissão
A profissão de Administrador é relativamente nova e foi regulamentada no Brasil em 9 de setembro de 1965, data que se comemora o dia do Administrador.
Os primeiros administradores profissionais (administrador contratado, que não é o dono do negócio) foram os que geriam as companhias de navegação inglesas a partir do século XVII. Estas empresas foram as primeiras sociedades anônimas que se tem notícia.
Administrar envolve a elaboração de planos, pareceres, relatórios, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de administração.
Habilidades do Administrador
Habilidades Técnicas: Saber utilizar princípios, técnicas e ferramentas administrativas. Saber decidir e solucionar problemas.
Habilidades Humanas: Saber lidar com pessoas, comunicando-se eficientemente, negociando, conduzindo mudanças, obtendo cooperação e solucionando conflitos.
Habilidades Conceituais: Ter Visão sistêmica. Qualquer organização, é algo complexo, pois envolve pessoas, equipamentos, construções, tecnologia, produção e outras coisas. Esta capacidade de compreender toda a empresa, de ter uma visão geral sobre ela, é que se caracteriza como habilidade conceitual
Atitudes do Administrador
Proativo, ousado, criativo, bom exemplo, cumpridor das promessas, saber utilizar seus princípios, ser cooperativo e ser um bom líder ajudando os funcionarios para que eles possam crescer junto com a empresa,
Teorias da administração de empresas
As teorias da administração podem ser divididas em várias correntes ou abordagens. Cada abordagem representa uma maneira específica de encarar a tarefa e as características do trabalho de administração.
Abordagem clássica da administração
Administração científica
Teoria clássica da administração
Abordagem humanística da administração
Teoria das relações humanas
Abordagem neoclássica da administração
Teoria neoclássica da administração
Administração por objetivos (APO)
Abordagem estruturalista da administração
Modelo burocrático da administração
Teoria estruturalista da administração
Abordagem Comportamental da Administração
Teoria comportamental da administração
Teoria do desenvolvimento organizacional (D.O.)
Abordagem sistêmica da administração
Principios e Conceitos Sistêmicos
Cibernética e administração
Teoria matemática da administração
Teoria geral de sistemas
O Homem Funcional
Abordagem contingencial da administração
Teoria da contingência
Mapeamento Ambiental
Desenho Organizacional
Adhocracia
O Homem Complexo
Técnicas Modernas de Gestão
Administração participativa
Administração Japonesa
Administração Holística
Benchmarking
Downsizing
Gerenciamento com foco na Qualidade
Learning Organization
Modelo de Excelência em Gestão
Reengenharia
ReAdministração
Terceirização
Cronologia das teorias da administração
1903 Administração científica
1909 Teoria da burocracia
1916 Teoria clássica da administração
1932 Teoria das relações humanas
1947 Teoria estruturalista
1951 Teoria dos sistemas
1954 Teoria neoclássica da administração
1957 Teoria comportamental
1962 Desenvolvimento organizacional
1972 Teoria da contingência